...diz a filósofa e pensadora Olgária Matos, em seu belíssimo ensaio Democracia midiática e República cultural(*). E prossegue: "Se o interesse pela literatura diminuir ou desaparecer, é a própria língua que estará ameaçada de extinção." Com outro olhar, o escritor Mario Vargas Llosa sai Em Defesa do Romance na edição deste mês de Piaui. E conta que... "Uma pesquisa organizada recentemente pela Sociedade Geral de Autores Espanhóis forneceu um dado alarmante: metade dos habitantes daquele país jamais leu um livro." Qual seria o resultado de uma pesquisa similar, se fosse levada a cabo no Brasil, hoje? Receio que nao seria muito diferente, ou melhor.
Como a filósofa, Vargas Llosa deixa uma mensagem de humanização, destacando que "a especialização, característica da ciência e da técnica, leva à incomunicabilidade social, à fragmentação do conjunto de seres humanos em guetos culturais de técnicos e especialistas, enquanto que os leitores de Cervantes, Dante, Shakespeare ou Tolstoi, sao ligados por "denominadores comuns da experiência humana, graças aos quais os seres vivos se reconhecem e dialogam, independentemente de quão distintas sejam suas ocupações e seus desígnios vitais, as geografias, as circunstâncias em que se encontram e as conjunturas históricas que lhes determinam o horizonte".
Vale a pena!
(*) "in" Discretas Esperanças São Paulo: Nova Alexandria, 2006 p.24
domingo, novembro 07, 2010
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